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Entrevista com Victor Bastos: Medalha de prata no Pan-Americado de 2018

Por Maria Dorotheia


Feliz daquele que pode dizer que ama o que faz e o atleta de kickboxing, Victor Bastos, é um deles. O vice-campeão no Pan-Americano WAKO 2018, realizado  em outubro, no México, começou sua história na luta aos 11 anos, quando acompanhava sua mãe aos treinos de muay thai.

 Por incentivo de amigos começou a treinar na equipe de lutadores da Nova União, conhecida por famosos lutadores como: José Aldo, Renan Barão e B.J. Penn.

Logo estreou na modalidade low kicks, onde valem apenas socos e chutes, mas uma complicada fratura no nariz, aos 17 anos, o tirou dos treinos e competições. Sua volta como profissional aconteceu aos 21 anos, graduou-se como faixa preta de muay thai e azul de kick boxing, conquistando alguns títulos importantes.

Mas o atleta Victor Bastos, de 23 anos, não para por aí, terminando faculdade de Direito, é diretor do Núcleo Esportivo Universitário Atlética Ibmec Rio, onde também é o camisa 10 do time campeão dos Jogos Jurídicos de Futebol 2018. Faz estágio na 7ª Vara Criminal junto com a equipe do juiz Marcelo Bretas  da Lava Jato e nas horas vagas pratica surfe e mountain bike; que são outras  grandes paixões do esporte.

-Diante de tantas paixões pelo esporte, a luta é a maior delas?

Sem dúvida a luta é a maior delas, mas eu sou um cara competitivo. No meu primeiro ano da faculdade junto com outros colegas fundamos o Núcleo Esportivo Atlética de Direito, que já existia em outras universidades mas não ainda na IBMEC, a partir daí para reforçar a equipe, se existisse algum desfalque no time de handebol, por exemplo, eu me comprometia em treinar exaustivamente para compor o grupo, mesmo sem nunca ter jogado handebol na vida.

Esse ano conquistamos o 1º lugar no dos Jogos Jurídicos de Futebol 2018, o que para mim foi motivo de grande felicidade, sendo o camisa 10 do time.

-Você diz que começou a lutar para acompanhar sua mãe nos treinos de Muay Thai, sua mãe foi uma lutadora profissional também?

Não, minha mãe é jornalista. Na época fazia Muay Thay apenas por esporte, mas treinava com o conceituado mestre Flavio Almendra. Mesmo já tendo praticado artes marciais por bastante tempo, ela fica nervosa com as minhas lutas e prefere não assistir.

Você ficou bastante tempo parado, como foi essa volta?

Treinei dos 11 aos 17 anos e só voltei aos 21. Vida de atleta não é fácil,  se tem muitas lesões , fraturei algumas vezes o nariz, sem contar que eu estudo e trabalho durante o dia e deixo para treinar a noite, inclusive sábado e domingo. Esse foi ano particularmente de muito sacrifício, estou terminando a faculdade , tive prova do Exame da OAB, trabalhando e estudando para concurso. Mas tem um ditado que diz: “só os fortes sobrevivem”.

E ainda assim você  tem tempo para surfar, jogar bola, mountain bike?

Amo o esporte, profissionalmente só a luta, os outros é puro prazer

O que mais difícil em uma preparação para um evento como um Pan-Americano ?

Na verdade  temos muitos custos e  infelizmente com isso muita gente boa acaba ficando de fora. Mas falando da parte técnica pra mim é a mais difícil ainda é a pesagem. Esse ano na Copa Brasil, lutei na categoria até 71 kg, na modalidade k1, uma categoria acima da minha no Pan. Ganhei a primeira luta por pontos contra um adversário 10 cm mais alto que eu, na segunda luta, com nariz e pé fraturado lutei com um adversário  18 cm mais alto, e acabei perdendo por pontos, com isso, fiquei em  3ª colocação.  A partir daí meu treinador Rafael Vinicius, decidiu baixar minha categoria para 67kg, deu certo conquistei a medalha de prata no PAN, mas a perda de peso é um trabalho dos mais difíceis

Onde você quer chegar ?

Podio Pan 2018

Pódio Pan 2018

No Pan disse pra mim mesmo que sairia de lá com o cinturão, infelizmente não foi dessa vez. Minha chave tinham 5 atletas, podendo ter 2 ou 3 lutas. Na semifinal, lutei com um peruano, muito forte, luta a qual venci por nocaute em 40 segundos do segundo round. Após a luta, conversamos, e ficamos grandes amigos durante a competição, inclusive ele me disse que estava torcendo por mim na final

Graças ao nocaute, várias pessoas vieram me parabenizar, tirar foto, dizer que eu era como inspiração para elas, o vídeo da semifinal chegou a mais de 11 mil visualizações no meu Instagram e isso, não tem preço. O nocaute e a admiração do seu trabalho é a coisa mais gratificante para um lutador. A final foi inesquecível, peguei um adversário chileno com a mão tão dura quanto a minha. Foram 3 rounds de uma luta muito parelha na qual perdi no final por dois pontos, mas a batalha continua e voltarei ainda mais forte.

Classificação para a final em Cancun – Pan 2018 Comemoração da final de futebol Jogos Juridicos Victor Bastos – Um futuro brilhante. Handball -Victor Bastos. Super Atleta

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