Recém-publicado

Olavo de Carvalho, o esgrimista

Enio Mainardi - www.Areuniao.com


Vi o Olavo, hoje, num vídeo (link abaixo).

Foi entrevistado por um repórter da Carta Capital. Pobre homem, quase uma vítima. Ninguém o avisou para não brincar com dinamite. O infeliz, lá,  desfilou diligentemente todos  argumentos da esquerda, aqueles clichês surrados do PT.

Mas, ao invés de se chatear, o Olavo aproveitou para dar um show de sabedoria política e ironia, fulminando o perguntador que baqueou desnorteado, em K.O.

O Olavo tem 71 anos, chequei no Google. Estou falando do corpo dele, da máquina física, que pareceu um tanto cansada. Mas o que vi e ouvi, hoje, é um homem brilhante e energético, com menos de 40 anos. Um certo cinismo faz parte da esgrima que ele gosta de praticar. Seu senso de humor é queimante, às vezes se deixando levar pela raiva quando contraditado por gente tola e auto-complacente. O Olavo despreza a burrice e o despreparo. Matar esse tipo de adversário o faz um tanto blasé, igual a um gato de gosta de brincar com o camundongo, antes de liquidá-lo.

Vou usar uma expressão velha para tentar definir o Olavo: ele é “moderno”. Fala coisas igual a um médico legista que enquanto faz autopsia num corpo, bate papo e conta causos para os colegas rirem, na morgue. Humor negro eu diria. Parece outro personagem que também fazia rir ao esculhambar o alheio: Paulo Francis, inesquecível. Tem pouca gente  assim, hoje no Brasil. Não com a mesma categoria.

Me faz lembrar um filme antigo sobre as Cruzadas. Na cena o Ricardo Coração de Leão e o Saladino, na tenda do líder árabe. Ricardo manda colocar uma barra de ferro apoiada em dois cavaletes, ele quer impressionar o outro com o poder de sua pesada espada. Ergue então a arma por cima da cabeça e desfere um só golpe, cortando a barra pelo meio. Saladino, em reação, joga no ar um lenço levíssimo de seda, cortando-o com um movimento rápido de sua cimitarra curva. O lenço cai flutuando no chão, separado em dois pedaços. Ohhhhs! de admiração.

Olavo de Carvalho é o Saladino. O fio da espada de sua inteligência corta fundo, sem precisar da violência bruta que  é a arma dos grosseiros, sem classe nem sutileza,  fingindo altas intelectualidades  Olavo nunca seria um político. Jamais.

Pense nessa malta de senadores, na ânsia de se cobrir, uns aos outros, na ferveção do jogo do “toma lá dá cá”, antes que  caiam na LavaJato.

E aqueles togados do STF, então?

Olavo seria um ótimo “consiglieri”, tipo o do Poderoso Chefão.

Não Ministro, mas um dialogador criativo dentro de portas fechadas, ajudando a transformar batalhas tempestuosas em simples vento de verão.

Faria uma ótima dupla com o Bolsonaro.

Entrevista de Olavo de Carvalho para a Revista Carta Capital

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