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Alcino Francisco. Mais por mais e mais por menos


alcino-franciscoAlcino Francisco é um jornalista português a exercendo a sua profissão na capital britânica há quase uma década.

Não é porém sobre a sua carreira que vamos falar neste trabalho.

Da sua actividade extra profissional, Alcino Francisco revela que “Não é secreto mas é discreto. O trabalho que desenvolvo no voluntariado não é um assunto que eu me esforce por revelar já que canalizo esse esforço para promover as instituições e as estruturas que comigo se cruzam ao longo da vida”.

O seu percurso no associativismo de forma ininterrupta, conta já com 24 anos onde se contam diversas estruturas. “Sport Progresso, Partido Socialista, Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), e a Missão Vida e Paz para falarmos dos últimos anos em Portugal e depois no Reino Unido tenho participação também no Partido Socialista, no Dia de Portugal e no Centro Comunitário Português em Londres sendo que permaneço neste último e no Partido Socialista como Secretário” – informa Alcino Francisco.

A sua residência em Portugal foi adquirida numa cooperativa, e até o banco de preferência é a Caixa Agrícola. “Se não tivesse sido a Caixa Agrícola a opção pela oportunidade, teria sido necessariamente o Montepio Geral que é também uma estrutura associativa” – refere.

O seu percurso no associativismo é transversal a diversas causas e passam por diversos patamares de actuação. “Causas humanitárias, políticas, empresariais ou desportivas, na minha opinião, em todos os segmentos de actividade, todos temos a lucrar se tivermos um pensamento colectivo” – adianta.

Profissionalmente, os últimos anos em Portugal foram também estes ao serviço do associativismo na APCMC (Associação Portuguesa dos Comerciantes de Construção), onde contribuiu para o aumento do volume de associados nos últimos cinco anos que ficou vivendo em Portugal.

desporto

Foi no Sport Progresso, um centenário clube de futebol onde se iniciou nas lides do associativismo desportivo. “Foi uma experiência que me ensinou o valor das reuniões de Direcção, da sua frequência e sobre como orientar uma Direcção Associativa. O meu Presidente tornou-se para mim uma escola sobre como uma Direcção se movimenta que ainda não tive oportunidade de ver acontecer no Reino Unido” – acusa Alcino Francisco continuando – “foi no entanto uma experiência gratificante onde aprendi também o cheiro do balneário quando se ganha um campeonato e o clube sobe de divisão. Foi um tempo fantástico”.

empresarial

EMPRESARIAL

Nem tudo foi um mar de rosas no início da experiência neste investimento no associativismo.

Chamado a contribuir na criação de uma associação para o Ensino Pré-Primário em Portugal que nunca aconteceu, novo fracasso haveria de acontecer com a Associação das Estamparias Téxteis, também em Portugal, segmento de actividade que estava já inserida noutras associações portugueses como a AFIL, a ANIVEC entre outras e que mais tarde deram origem à APT (Associação Portuguesa de Têxteis). Este projecto haveria de ser abandonado ao mesmo tempo que a vida empresarial de Alcino Francisco abandonou o investimento na actividade.

Haveria de ser na actividade empresarial dos ginásios que se iria registar o maior êxito no associativismo. Associado “número um” da AGAP, Alcino Francisco haveria de ser o fundador daquela que é hoje uma das mais poderosas associações patronais portuguesas. “A AGAP é hoje uma estrutura associativa que representa directamente mais de 90% das empresas da actividade num universo de pouco mais de mil empresas e hoje pode ser comparada à Associação das Farmácias em termos de representatividade que se deve ao espírito e ao trabalho inicial que foi registado nos seus estatutos” – confere Alcino Francisco. “Trata-se de uma pessoa honesta e voluntariosa e que encarna o espírito do associativismo além de ter um discurso que procura a união em torno de causas justas” – diz Manuel Moreira, primeiro Presidente da Direcção da AGAP.

Ainda no exercício das funções na AGAP, Alcino Francisco fundou o movimento Europeu com vista à união de todos os movimentos associativos na União Europeia. Este movimento haveria depois por ser integrado IHRSA, estrutura americana que integra também o movimento na Europa. “Foram os anos de maior êxito ao serviço do associativismo de que me orgulho de ter participado” – adianta Alcino Francisco.

humanitarioHumanitário

Num período em que sentiu necessidade de se manter afastado do associativismo, Alcino Francisco acaba por abandonar a AGAP abandonando também os seus investimentos pessoais na actividade dos ginásios. “Foi o momento em que entreguei à Missão Vida e Paz em Lisboa ao serviço dos sem-abrigo e onde permaneci por cerca de cinco anos. Acabou por ser outra escola porque ao fim de algum tempo, criei amizade com muitos dos sem-abrigo e descobri histórias fantásticas dignas de registo por qualquer jornalista. Conheci alguns sem abrigo que foram pessoas muito bem instaladas na vida e isso preparou-me para a evidência de esta situação poder acontecer comigo ou com qualquer pessoa que leia a vossa entrevista”.

Foi quando abandonou esse voluntariado que Alcino Francisco chega como visita ao Reino Unido instalando-se em Londres onde permanece há cerca de dez anos. Mais uma vez, aqui chegado, passa a integrar o Movimento Lusófono dirigido por algumas das pessoas que mais tarde haveriam de estar presentes na fundação do Centro Comunitário Português. “Era um movimento que integrava cerca de 40 pessoas que eram todas desconhecidas para mim e que acabou por se diluir. Não chegou a haver tempo para discutir a sua continuidade até porque o meu conhecimento da Comunidade era nulo. Hoje, seria diferente” – afirma.

Londres. Dia de Portugal e Centro Comunitário

Uma vez instalado em Londres e já como editor do Jornal Palop News, Alcino Francisco passou a ter as suas ferramentas e experiência ao serviço das causas da Comunidade.

– Dia de Portugal

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Apoiou o Dia de Portugal a primeira vez quando foi organizado por António Cunha no Streatham Park em 2009 e daí para cá apoiou a todas as organizações que se seguiram. Rui Simões e José António Costa são dois dos dirigentes que mais colheram dos seus esforços, fosse pela divulgação do evento, de donativos, ou pela apresentação de recursos financeiros para a Organização.

Mais tarde, em 2013, Alcino Francisco passou a integrar a Organização de onde acabaria por sair em 2015. “Oficialmente, ainda não me comunicaram que fui excluído da equipa da Organização do Dia de Portugal, no entanto, como não me voltaram a convidar presumo que não seja necessário e eu sinto-me feliz por saber que posso dedicar o meu esforço ao serviço de outras causas” – diz o nosso entrevistado que conserva uma carta de reconhecimento e agradecimento emitida pela Organização do Dia de Portugal 2013.

Centro Comunitário

centro-comunitario

Alcino Francisco prestou ainda o seu apoio ao Centro Comunitário em Kennington desde antes da sua fundação. “Estive presente na Embaixada de Portugal na reunião de apresentação do fundo que haveria de dar origem ao projecto, estive presente na sua inauguração e em todos os momentos em que entendi que poderia ser útil” – revela.

Integrando ainda a Direcção desta instituição, o nosso entrevistado prefere não revelar detalhes sobre a instituição. “Trata-se de um trabalho ainda em curso pelo que entendo não falar da instituição desde a data em que passei a integrar a Direcção”. Sobre o percurso anterior, Alcino Francisco lembra a criação da biblioteca quando isso foi oportuno e recorda com carinho a carta de agradecimento e reconhecimento que esta instituição lhe enviou em 2013.

 

partido-socialista

Londres. O Partido Socialista

Desde que se mudou para Londres que trouxe consigo a “militância” no partido político que escolheu para militar. Ao longo dos anos, o PS tem contado com seu esforço para manter viva a célula do Reino Unido e os militantes têm na sua figura a principal referência de militância. “Sou ainda Secretário da secção pelo que se trata de um trabalho que ainda não está concluído e por essa via gostaria de não falar sobre esse projecto que agora está coordenado e bem pelo meu camarada Tiago Corais e entendo que as questões sobre o PS lhe devam ser a ele dirigidas” – conclui Alcino Francisco.

Apesar de ter integrado diversos movimentos, nunca assumiu a Presidência de nenhuma das instituições por onde passou ou que ajudou a fundar. “Entendo o lugar da Presidência como um posto que deve ter uma base de apoio e prefiro situar-me nessa base como forma de garantir que haja continuidade e estabilidade nos projectos. Sou uma personalidade que faz questão de estar no terreno, de falar e ouvir as pessoas e procurar depois canalizar essa energia para dentro das estruturas. Sou incapaz de imaginar as causas sem as pessoas e por isso entendo que a Presidência não é o lugar ideal para construir esta sensibilidade. Não tenho a pretensão de vir a ser Presidente de coisa nenhuma e para mim, as causas valem sempre mais que os títulos” – afirma Alcino Francisco que tem também o título de Cavaleiro da Confraria dos Jornalistas dos Vinhos Portugueses.

Sobre o associativismo no Reino unido, Alcino Francisco entende que é tempo de se juntarem esforços para reflectir sobre o fenómeno associativo português em Inglaterra. “A legislação britânica, no que toca ao associativismo, tem um conceito diferente daquele que é o conceito em Portugal a começar logo pela criação e manutenção legislativa das estruturas associativas. Estas diferenças deram lugar a alguns abusos por um lado, e uma incorrecta interpretação do conceito associativo por outro” – esclarece.

Apesar de em Inglaterra haver uma legislação diferente, “temos que ter a consciência da continuidade do pensamento colectivo. As associações portuguesas têm disparado vários tiros nos próprios pés ao pretenderem sobreviver ao arrepio da participação das pessoas. O movimento associativo, pese embora possa existir (Em Inglaterra) com reduzido número de participações, será incapaz de se manter sem o envolvimento das pessoas que defendem as causas sendo estes dois factores (pessoas/causas) o vértice de qualquer trabalho associativo que se pretenda consistente” – diz para continuar – “Basta olharmos para as associações oficialmente inscritas para descobrirmos que existem vários tipos de estruturas que não deveriam constar. As que não o são por falta de registo, as que já deixaram de ser, as que querem sê-lo mas ainda não o são, as que não o são nem querem sê-lo e que fazem uma amálgama que mistura as que de facto o são e o provam através do seu registo e da sua obediência estatutária” – termina.

Alcino Francisco refere ainda que existe uma casa para arrumar com o movimento associativo português no Reino Unido mas que para isso, é necessário que cada associação se arrume em primeiro lugar para depois então se poder observar para lá do movimento português, e depois se dar importância ao movimento em Língua Portuguesa que integra todos as outras comunidades da CPLP e que existem no Reino Unido ou a “mistura entre estas e as de origem linguística Ibérica”.


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